Conheça o Parque da Ciência, no Instituto Butantan

Complexo em SP estava fechado há dois anos e recebe o público em 725 mil metros quadrados

SÃO PAULO

O som de martelos, furadeiras e pinceladas de tinta ocupou o parque do  Instituto Butantan nos 27 meses em que esteve fechado, por causa da  pandemia de Covid Durante esse período, o espaço aberto para visitação aproveitou para passar por reformas e agora reabre ao público com novo nome:  Parque da Ciência.

Ocupando uma área verde de 725 mil metros quadrados na  zona oeste de São Paulo o complexo cultural do Butantan conta com parque, museus, animais e prédios históricos. Aberto a visitas desde o último sábado, dia 25, o endereço ganhou restauros e novas atrações, como exposições e trilhas.

Outra novidade está no Museu Biológico, que recebeu novos moradores:  cobras,, lagartos e espécies de anfíbios. São bichos que vieram, principalmente, de apreensões de tráfico feitas pelo  Ibama, explica Giuseppe Puorto, diretor do museu e do Parque da Ciência.

Cartão postal do instituto, o prédio Vital Brazil vai abrigar um museu que conta a história do Butantan, uma biblioteca e um café. O edifício, porém, ainda está em obras e deve ser inaugurado até o fim do ano. Nos próximos meses, também deve ser aberto um museu dedicado às  vacinas.

Museu de Microbiologia

Idealizado pelo Prof. Isaías Raw e concebido por pesquisadores da área da Imuno e Microbiologia, foi inaugurado em 2002 o Museu de Microbiologia (MMB), com auxílio da FAPESP/VITAE. Sua principal missão é estimular a curiosidade científica nos jovens, promover oportunidades para aproximar a cultura científica do público em geral por meio de suas exposições e ações educativas, bem como se constituir como importante espaço de divulgação de atividades desenvolvidas pelo Instituto Butantan.

Macacário

O macacário do Butantan

Os animais expostos no macacário do Butantan fazem parte de uma colônia de macacos Rhesus mantida pelo Instituto desde 1929. Esses primeiros animais, que deram origem à colônia atual, foram trazidos da Índia para serem utilizados em pesquisas para estudos sobre a febre amarela e para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença. De acordo com relatório do cientista Lemos Monteiro, o Butantan encomendou 100 animais, dos quais 82 chegaram vivos ao porto de Santos. 

Em junho de 2019, quando ocorreu a inauguração do novo macacário, havia 67 animais na colônia, dos quais entre 15 e 20 podem ser observados por visitantes. Pensado para dar maior conforto ao animais, o novo recinto expositivo, de 236 metros quadrados, contém vegetação e rochas simuladas similares às encontradas no país de origem da colônia. Os macacos dispõem de um pequeno lago, balanços, pneus, troncos de árvore para escalar e diversos aparatos. Essa concepção teve por objetivo permitir que os animais expressem seus comportamentos inatos e suas habilidades naturais.

Museu Emílio Ribas

Museu Fechado para Reforma

Museu de Saúde Pública Emílio Ribas localiza-se no tradicional bairro do Bom Retiro, próximo a outras instituições culturais como a Pinacoteca do Estado, Memorial da Resistência, Sala São Paulo, Museu da Língua Portuguesa, Museu de Arte Sacra e Museu da Energia. Fica próximo também da Rua José Paulino, conhecida como um dos polos de vestuário do Estado.

Especializado em história da saúde pública, o museu está instalado num edifício construído em 1893, e reconhecido como patrimônio cultural de São Paulo. O local abrigou o antigo Desinfectório Central – um dos primeiros equipamentos de saúde pública, cuja presença física estimula a curiosidade sobre o desenvolvimento das ciências biomédicas e das políticas públicas na área da saúde.

E tem muitos mais atrações e so acessar o site: https://butantan.gov.br/atracoes