IDOSOS QUE MORAM SOZINHOS.

SÃO MAIS DE 4 MILHÕES DE IDOSOS QUE MORAM SOZINHOS, E ESSE NUMERO SÓ AUMENTA. CONFIRA.

Segundo dados do IBGE, há cerca de 4,3 milhões de idosos morando sozinhos no Brasil. O Estado com maior número é o de São Paulo, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se julgarmos os dados apressadamente podemos concluir que tais idosos estão vivendo sozinhos por falta de opção ou por desamparo familiar. 

Não há dúvida de que essa condição existe e deve ser abordada, mas os dados também sugerem que os idosos de hoje são mais autônomos do que seus ancestrais e são capazes de viver sozinhos por mais tempo à medida que envelhecem.

As razões para os idosos morarem sozinhos podem vir de perda familiar, divórcio ou desejo de mais individualidade. Morar sozinho pode ser um pouco mais difícil para os adultos mais velhos do que para os mais jovens, mas a independência que isso cria faz com que valha a pena.

A cena do velho sendo cuidado o tempo todo pela família foi adiada por muito tempo. Estamos vendo idosos “autossustentáveis” que relutam em viver com seus entes queridos e, assim, perdem sua autonomia conquistada com tanto esforço ao longo dos anos.

Um estudo com idosos que moram sozinhos no estado de São Paulo mostrou que 97% dos entrevistados não queriam voltar a morar com a família ou amigos. Para esses idosos, morar com outras pessoas pode ser uma ameaça à sua integridade pessoal, pois a condição pode levar à perda de autonomia e independência. Mas morar sozinho não é tarefa fácil para ninguém e, nesse caso, o idoso deve receber alguns cuidados especiais. O envelhecimento apresenta muitos desafios aos sujeitos, que vão desde problemas físicos, psicológicos, sociais e econômicos que podem ser agravados pelo fato de os idosos morarem sozinhos.

De um modo geral, o lar do idoso que mora sozinho é o mesmo que vive com sua família, e ele precisa adaptar seu lar às novas demandas. Recomenda-se que no domicílio do idoso que mora sozinho não haja objetos que não possam ser alcançados sem o uso de uma escada.

Operar escadas pode ser arriscado para idosos, e uma queda do topo de uma escada pode significar uma fratura difícil de consertar.

Pode ser uma boa ideia remover os tapetes da casa e do banheiro. À medida que envelhecemos e nos movemos lentamente, os tapetes podem ser o grande mal. Colocar barras de segurança no banheiro e corrimãos onde há degraus também é uma atitude muito adequada, pois ajudam a prevenir quedas, que são comuns à medida que envelhecemos.

Também é importante que os idosos não negligenciem seu autocuidado. Sem a presença da família e dos amigos, os idosos tendem a deixar para trás a higiene e os cuidados pessoais, o que pode contribuir para o surgimento de doenças oportunistas. É importante que o idoso estabeleça uma rotina de enfermagem e, se possível, faça dela um ritual de autocuidado.

À medida que envelhecem, os idosos precisam tomar cada vez mais medicamentos, por isso é recomendável que organizem seus medicamentos em um armário de remédios com o dia da semana escrito para evitar esquecimentos ou duplicidade, o que pode afetar sua saúde.

A tecnologia pode ajudar os idosos a se sentirem mais seguros em casa. Existem dispositivos de monitoramento no mercado que permitem que o idoso procure ajuda a qualquer momento. Esses dispositivos vão desde simples colares com botões de pânico até sensores para quedas, movimento e até monitoramento de sinais vitais.

Morar sozinho pode ser uma opção para os idosos de hoje, mas não significa viver sozinho. Os idosos que moram sozinhos devem buscar manter uma rotina social: fazer ginástica, conversar com amigos e familiares, realizar atividades laborais, remuneradas ou não, enfim, manter contato com os outros e melhorar sua vida por meio dessa convivência.

A convivência social é fundamental para manter o bem-estar emocional em idosos.

E, para aqueles de nós como famílias de idosos que moram sozinhos, é sempre uma boa ideia visitá-los, comer bolo e divertir-se com eles. Essa atitude, além de ser muito feliz de ambos os lados, chamará nossa atenção para sinais de que precisamos ter mais atenção e quem sabe até intervenção, como falta de cuidados pessoais, contas atrasadas, estoques de medicamentos, estoques de produtos inflados ou bens de escassez. Que os nossos seniores usem ao máximo a sua autonomia e independência e só intervenham quando necessário porque não há nada pior do que quando estamos velhos e todos à nossa volta estão a dar-nos ordens!