Obesidade aumenta risco de Alzheimer – Diz estudo

Obesidade aumenta risco de Alzheimer – Diz estudo

Excesso de gordura libera substâncias prejudiciais ao cérebro

Pessoas com mais de 50 anos que tem um quadro de obesidade ou sobrepeso têm mais chances de desenvolver algum tipo de demência, como a Doença de Alzheimer, de acordo com uma pesquisa feita pelo instituto Sueco, Karolinska Institutet.

Como foi feito e estudo

No estudo, que teve inicio há 30 anos, foram observados 8535 gêmeos, que hoje têm idade a partir de 65 anos. Os cientistas registraram dados como altura, peso, estado de saúde, histórico médico e estilo de vida. Eles fizeram testes cognitivos com cada um dos participantes no decorrer do estudo. Nesse tempo, aproximadamente 30% deles se tornou obeso ou foi diagnosticado com sobrepeso quando chegou à terceira idade.

Após os testes, 350 participantes, ou aproximadamente 4% dos gêmeos, foram diagnosticados com algum tipo de demência. Dentro desses casos, foram encontrados 232 casos de Alzheimer. No grupo de voluntários que foi diagnosticado com esse problema, 39% estavam com sobrepeso e 7% eram obesos.

Obesidade aumenta risco de Alzheimer

Obesidade aumenta risco de Alzheimer – Diz estudo

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De acordo com os pesquisadores, existem indícios de que algumas complicações mais comuns em obesos, como diabetes e derrames, aumentam as chances de demência e, por isso, pessoas com excesso de peso estão mais propensas a desenvolver Alzheimer. Além disso, o excesso de gordura no corpo eleva os níveis de substâncias inflamatórias no sangue, que podem afetar as funções cognitivas.

Somados aos fatores biológicos, pessoas obesas normalmente tem um estilo de vida que aumenta as chances de vários tipos de demência. Hábitos como sedentarismo, consumo excessivo de açúcares e gorduras e a baixa ingestão de legumes, vegetais e frutas, estão relacionados tanto ao sobrepeso quando ao Alzheimer.

Musicoterapia no tratamento do Alzheimer

Os pacientes de Alzheimer têm motivo extra para escolher uma boa seleção e deixá-la sempre por perto: um estudo da Universidade da Califórnia aponta que a musicoterapia melhora a memória nas pessoas com o cérebro afetado pela doença. Além disso, a pesquisa mostra que a música pode retardar o avanço da doença.

O mal de Alzheimer apresenta diferentes níveis e, quanto antes tiver início o tratamento, maiores as chances de impedir seu avanço, já que a prevenção não é possível.