Doenças isquêmicas do coração são as que mais matam

Protegendo o coração

Doenças isquêmicas do coração são as que mais causam óbito em pessoas com mais de 70 anos no Brasil. Juntamente com derrame e pneumonia, correspondem a um grande percentual de óbitos, de acordo com um estudo publicado no jornal The Lancet. A pesquisa foi realizada em 188 países.

Difícil diagnóstico

Pressão no peito, suor e dor nos dentes são sinais de que o coração merece atenção.

Entre os brasileiros com idade entre 15 e 49 anos, as principais causas de morte são violência e acidentes de trânsito. Complicações no nascimento, principalmente de prematuros, são os responsáveis pelo óbito pela maioria das crianças de até cinco anos.

No Brasil, as doenças cardiovasculares e os fatores externos estão no topo das causas de mortes de jovens adultos e idosos e isso foge da assistência médica – indica o pesquisador da Universidade de São Paulo, Paulo Lotufo, um dos autores do estudo.

A dificuldade de diagnosticar os males do coração é a principal causa para que as pessoas só reparem na saúde do órgão quando a doença já está em estágio por volta dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres.

O estilo de vida é fundamental

O estilo de vida é o que determina se o coração passará por problemas mais tarde ou não. Fumo, colesterol, depressão, pressão alta, diabetes, obesidade e estresse são os principais fatores para que levam as artérias a acumular gordura. Os sintomas aparecem quando a doença já está entre 50 e 70% evoluída.

Os médicos apontam que muitas pessoas percebem os sintomas, tratam com o cardiologista e, tempo depois, abandonam o tratamento voltando ao estilo de vida desregrado. A ideia de que o coração não dói é um mito. Quando o sangue tem dificuldade de passar pelos vasos, um aperto no peito pode ser sentido. Então, essa dor pode irradiar para o meio ou parte esquerda do peito. Falta de ar dor na mandíbula e, algumas vezes, dor no braço direito, no pescoço e até no dorso também podem acontecer.

Tratamento de doenças esquêmicas

Tratar os fatores de risco é importante mesmo que a pessoa não tenha histórico familiar. Portanto, o controle do colesterol e do diabetes, eliminar o fumo, reduzir o peso e colocar a atividade física na rotina são itens que devem ser incorporados à rotina.