A terceira idade e o calçado ideal

A terceira idade e o calçado ideal

Saber onde comprar sapatos para idosos é importante, assim como escolher corretamente os modelos ideais para assegurar a segurança e o conforto dessas pessoas no dia a dia. Essa é uma maneira de evitar acidentes, lesões e dores, tanto nos pés quanto em outras partes do corpo — como pernas e coluna.

Quem já está com idade um pouco mais avançada deve se preocupar com esse tipo de qualidade de vida. Afinal de contas, como diz o ditado, é melhor prevenir do que ter que remediar.

Ficou interessado em saber como fazer melhores opções de calçados para os idosos? Então, continue com essa leitura e fique por dentro do assunto!

Como escolher sapatos para idosos?

Existem diversas opções de sapatos no mercado. Contudo, pessoas de mais idade necessitam de cuidados especiais e isso requer uma atenção especial na hora de fazer escolhas.

Antes de qualquer coisa, é importante buscar peças confortáveis, seguras e que possam garantir a saúde dos pés em qualquer momento. Tudo isso vai proporcionar maior bem-estar e confiança para realizar as atividades cotidianas.

Dicas para escolher calçados na terceira idade

1. Escolha o tamanho correto

É imprescindível que os sapatos se adaptem ao tamanho e ao peso do idoso, garantindo que sejam modelos realmente confortáveis e que levam mais comodidade ao caminhar.

Outra tarefa é analisar se há alguma característica no pé da pessoa que necessite de um cuidado especial. Por exemplo: pessoas que sofrem de joanete precisam de um sapato que não aperte tanto o local afetado, assim como acontece com os idosos que possuem problemas de circulação.

Nesses casos, peças mais leves e flexíveis são ideais. Vale mencionar que exemplares apertados ou grandes demais podem causar desconforto, feridas, dificultar os movimentos, machucar os pés e, ainda, causar acidentes. O espaço deve abrigar perfeitamente os pés — tanto de comprimento quanto de largura.

2. Priorize o conforto

Sapatos para pessoas mais velhas precisam ter uma parte traseira adequada e estável. Para completar, é interessante apresentar um bom amortecimento, evitando que a própria peça cause incômodos em algum momento.

Em geral, a pessoa precisa se sentir completamente confortável, sem perceber nenhuma parte que possa machucar ou incomodar. Uma ótima dica é experimentar os dois pés antes de fazer uma compra, assegurando que o par escolhido é apropriado.

3. Analise a altura

Em relação à altura, o indicado é que as peças não passem de dois centímetros, levando em consideração que a parte traseira deve ser um pouco maior do que a da frente. Ao mesmo tempo, o solado deve aderir bem ao solo.

Os saltos altos (especialmente para as mulheres) não precisam ser proibidos se não houver algum motivo de força maior, como uma contraindicação médica. No entanto, a medida certa é usar com moderação e evitar os modelos muito elevados.

4. Opte por modelos mais fechados

Busque escolher peças que sejam mais presas ao pé ou totalmente fechadas para prevenir os tombos e tropeções. Calçados muito soltos costumam ser perigosos, sobretudo ao andar em superfícies desniveladas.

Uma boa ideia é optar pelos modelos que sejam fáceis de colocar e ajustáveis — com a utilização de um velcro, por exemplo, que ainda ajuda quem tem pouca mobilidade. Prenda o suficiente para não ficar apertado nem largo demais.

Por sua vez, os chinelos devem ter o uso controlado, pois nem toda ocasião será adequada para caminhar com eles. Mesmo dentro de casa, é essencial ter atenção com os desníveis e com os pisos muito lisos.

5. Fique de olho no solado

Normalmente, quando vamos escolher um par de sapatos ficamos atentos a fatores como estilo, conforto, qualidade, funcionalidade, material e cor, não é mesmo?

Outros aspectos frequentemente passam despercebidos, como é o caso do solado. Porém, saiba que esse também é um ponto que merece reparo. Quando a sola é toda lisa, as chances de escorregões e acidentes ficam maiores.

Por conta disso, é comum encontrar solados trabalhados que dificultam as quedas — melhor ainda se eles forem antiderrapantes.

6. Procure saber sobre palmilhas

Outra dúvida recorrente está relacionada à necessidade de usar (ou não) palmilhas. Todo calçado já vem com uma palmilha embutida, o que oferece uma sensação mais aconchegante. Aliás, esse é outro item que vale a pena conferir antes de adquirir um sapato.

Ainda assim, existem aquelas específicas para tratar problemas já diagnosticados, como fascite plantar, esporão calcâneo, tendinite, pisada e outros. Como têm um efeito terapêutico, as palmilhas ortopédicas devem ser prescritas por um médico após avaliação individual.

7. Prefira os sapatos ortopédicos

Existem vários tipos de calçados ortopédicos, desde os chinelos (prefira os mais fechadinhos) até sandálias, mocassins, sapatos e botas. Eles são peças feitas especialmente para garantir o conforto e a segurança das pessoas, incluindo os idosos.

Inclusive, existem modelos que são produzidos de acordo com o próprio formato do pé, o que tende a facilitar a pisada, evitar dores e oferecer um suporte para que todas as funções sejam realizadas por cada pontinho dos pés.

Esse tipo de calçado ainda se adapta a pessoas que possuem questões particulares, como é o caso de quem sofre com joanete, pé diabético, pé cavo e outros.

Em vista disso, é importante tratar da saúde dos pés com precaução. Ao sentir qualquer desconforto, o ideal é buscar um profissional especialista para cuidar da situação. Um ortopedista é capaz de avaliar cada paciente e oferecer as melhores orientações para o caso.

Imagine que um calçado inadequado pode piorar o seu incômodo ou, então, melhorar um problema e provocar outra complicação. Nesse sentido, os ortopédicos são realmente as melhores alternativas por serem personalizados.

8. Fuja dos inadequados

Enfim, por mais que você ainda não seja um expert em comprar sapatos, na hora de fazer a sua escolha concentre-se nas principais dicas para não correr tanto risco de causar problemas no futuro.

Considerando os fatores estratégicos para a terceira idade, procure fugir dos modelos que apresentam as seguintes características:

  • estreitos: que não conferem estabilidade para realizar as atividades do dia a dia;
  • largos: que não oferecem segurança e facilitam as quedas;
  • apertados: que são incômodos e atenuam diversos problemas;
  • altos: que podem causar desconforto, dores e acidentes.