A menopausa e a Síndrome do Olho Seco

A menopausa e a Síndrome do Olho Seco

As lágrimas nutrem e lubrificam os olhos, limpando e tratando pequenas lesões. A falta delas pode levar a uma doença chamada “Síndrome do olho seco”. Os sintomas são: ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.

Olho seco na menopausa

Um estudo feito por médicos de Boston, nos Estados Unidos, apontou que mulheres na pós-menopausa que tomaram estrógeno (hormônio feminino) têm 70% a mais de chances de desenvolver a chamada síndrome do olho seco do que as que nunca tomaram o hormônio. Entre as que ingeriram estrógeno e progesterona, as chances cresceram 30%.

Mais de três milhões de mulheres que passaram da menopausa podem estar sofrendo com os sinais da síndrome do olho seco. Nos casos diagnosticados,  alguns cuidados especiais precisam ser observados. Caso contrário, a córnea e a conjuntiva podem ser danificadas.

Cuidados com os olhos na terceira idade

  • Não coçar os olhos;
  • Evitar vento direto no rosto;
  • Proteger os olhos usando óculos, quando andar na rua;
  • Usar lágrimas artificiais e colírios, mas somente com prescrição médica;
  • Evitar muitas horas em ambiente com ar condicionado.

Atitudes diárias que os portadores do olho seco da doença podem adotar:

  • Se o paciente fizer uso de lágrimas artificiais mais de 4 vezes ao dia, evitar as que contenham conservantes;
  • Nos casos mais graves, para dormir, usar pomada lubrificante de vaselina oftálmica sem preservativo para aliviar a secura dos olhos;
  • Quando dormir em ambiente com ar-condicionado ou com ventilador, usar máscara sobre os olhos.

Tratando os sintomas olho seco

A menopausa e a Síndrome do Olho Seco

  • Suplementação da lágrima: lágrimas artificiais aumentam a umidade da superfície ocular e melhorar a lubrificação. Pode ser na forma de colírio ou gel;
  • Preservação da lágrima: a oclusão temporária ou definitiva dos pontos lacrimais;
  • Estimulação da produção da lágrima: alguns medicamentos aumentam o lacrimejamento, mas geram efeitos colaterais que limitam a sua utilização;
  • Terapia anti-inflamatória: uso de colírio de corticoide tópico ou de imunomoduladores, com o objetivo de diminuir o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular;
  • Ácidos graxos essenciais: a suplementação alimentar com ácidos graxos, na forma de óleo de linhaça ou óleo de peixe, é uma alternativa no tratamento de olho seco. Por possuírem ação anti-inflamatória, melhoram a qualidade da porção lipídica da lágrima.

Para evitar a evaporação excessiva da lágrima, medidas como o uso de óculos especiais com proteção lateral, umidificadores de ar e o fechamento adequado dos olhos durante o sono podem ajudar.

Em todos os casos, a orientação médica é imprescindível.