Faleceu Bibi Ferreira, aos 96 anos

Faleceu Bibi Ferreira, aos 96 anos

Morre aos 96 anos, a diva dos musicais brasileiros, Bibi Ferreira, em seu apartamento no Flamengo, Zona Sul do Rio. De acordo com Tina Ferreira, sua filha, a artista morreu no início da tarde.

Segundo informações do G1, portal de notícias da Globo, a  atriz acordou e pediu um copo d’água. A enfermeira que a acompanhava percebeu que o batimento cardíaco havia baixado e, por isso, chamou um médico.

Detalhes do velório de Bibi Ferreira

O velório será em um lugar muito importante para Bibi, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro .A cerimônia será aberta ao público, das 10h às 15h. Em seguida, ela será cremada.

 “Foi um infarto fulminante. Ela estava muito idosa, foi muito rápido. Foi sem sofrimento, graças a Deus. Ela tinha uma saúde de ferro, chegou a hora dela”, disse a neta Claudia Ferreira Gonzalez Lima.

Abigail Izquiero Ferreira, é filha da bailarina espanhola Aída Izquierdo e do ator Procópio Ferreira, e nasceu com veia artística. Estreou nos anos 40 e só parou recentemente por conta de sua saúde. Ganhou 25 prêmios de críticos da imprensa, da Globo e do SBT, desde os anos 50 como atriz e animadora. Foi casada seis vezes e teve Teresa Cristina como filha única.

Recente agradecimento aos fãs

No final do ano passado, foi divulgado um comunicado onde Bibi Ferreira agradeceu ao seus inúmeros fãs. “Nunca pensei em parar. Essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada!”, disse antes de parar sua carreira.

A história de Bibi Ferreira

A história de Bibi Ferreira se confunde com a do teatro nacional literalmente desde o berço. Filha de um casal de artistas, a bailarina espanhola Aída Izquierdo e o ator Procópio Ferreira, outra lenda da dramaturgia brasileira, Bibi nasceu no Rio em 1922. Aos 24 dias de nascida, foi levada ao palco pela madrinha, a atriz Abigail Maia, para substituir uma boneca de pano que havia sido perdida e que era utilizada numa cena da peça Manhãs de Sol, de Oduvaldo Vianna, pai do também dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho. Embora dissesse que sua estreia profissional havia se dado em 28 de fevereiro de 1941, ao lado de seu pai, na peça O Inimigo das Mulheres, de Carlo Goldoni. Mas, antes disso, participou informalmente de várias produções, dançou como corista mirim na companhia de sua mãe, participou do corpo de baile do Theatro Municipal e esteve no filme Cidade Mulher, de Humberto Mauro, rodado quando tinha apenas 13 anos.