Bolsonaro Exonera Presidente de Petrobras.

O motivo foi a o reajusto do diesel, e as práticas contrarias ao governo.

O presidente Jair Bolsonaro mudou o comando do Ministério de Minas e Energia (MME). Segundo o Diário Oficial desta quarta-feira (11), o ministro Bento Albuquerque foi dispensado – “a pedido” – e Adolfo Saqida o sucedeu.
O decreto foi assinado na terça-feira (10) um dia depois que a Petrobras anunciou que aumentaria o óleo diesel em suas refinarias em quase 9%, contrariando as demandas públicas do presidente de não pressionar por um realinhamento.
Em transmissão ao vivo na última quinta-feira (5), Bolsonaro nomeou Bento Albuquerque e o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, dizendo que “não podem quebrar o Brasil”.
“Não pode, ministro Bento Albuquerque e Sr. José Mauro da Petrobras, não pode aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma observação pelo seu mau uso dos lucros.”

Agora é um chamado: Petrobras, não destrua o Brasil, não aumente os preços do petróleo. Eu não posso intervir. Você tem lucro, você tem gordura, você tem o papel social da Petrobras definido na Constituição”, disse Bolsonaro na transmissão ao vivo.
A alta dos preços dos combustíveis desde o ano passado levou a duas mudanças no comando do presidente da Petrobras. Em abril de 2021, o economista Roberto Castello Branco, que na época era presidente da empresa, foi substituído pelo general Joaquim Silva e Luna, que foi afastado um ano depois para dar lugar a Mauro Coelho.
Ambas as bolsas seguem as críticas de Bolsonaro à política da estatal sobre os preços dos combustíveis em suas refinarias, que orienta um reajuste baseado na paridade com os preços do petróleo no mercado internacional e os custos de importação.
O atual presidente da Petrobras tem defendido a manutenção da atual política de preços.

Na semana passada, ele disse que Bolsonaro estava bem ciente do assunto e não fez exigências quando o colocou no comando da empresa.

Albuquerque, responsável pela nomeação de Mauro Coelho, está à frente do MME desde 2019 e é um dos poucos ministros remanescentes do governo anterior. Como Almirante de Frota, atuou como Diretor da Diretoria de Desenvolvimento Técnico e Nuclear Naval, liderando o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e o Programa Nuclear Naval (PNM).

Em nota divulgada pelo MME, ele disse que a decisão de deixar a pasta foi pessoal e foi tomada de comum acordo entre ele e o presidente. Além disso, agradeceu a oportunidade e disse ter orgulho de fazer parte do governo Bolsonaro, que “continua contando com sua lealdade, respeito e amizade”.