Aumentam os casos de abuso contra idosos

Aumentam os casos de abuso contra idosos

Foi feito um levantamento pela revista “Lancet Global Health” com o apoio da Organização Mundial de Saúde, que concluiu que 1 em cada 6 pessoas com mais de 60 anos sofre algum tipo de abuso.

De acordo com os resultados da pesquisa, 11,6% dos idosos passa por abusos psicológicos; 6,8% por abusos financeiros; 4,2% por negligência; 2,6% por abuso físico; e 0,9% por abuso sexual.

Alana Officer da Organização Mundial de Saúde disse que “O abuso das pessoas mais velhas está em ascensão para os 141 milhões de idoso em todo o mundo, e isso tem sérios custos individuais e sociais”.

As evidências consideradas no estudo foram colhidas em 28 países, sendo 12 deles de média e baixa renda.

Tipos de abuso cometidos contra os idosos

Apesar de a violência física ser a mais fácil de detectar, existem outras formas de violência que tem trazido sofrimento a milhões de pessoas da terceira idade que estão em situação de vulnerabilidade ao redor do mundo.

Qualquer ação que cause algum tipo de dano a uma pessoa mais velha se caracteriza como abuso.

Foram registradas 32 mil denúncias de abusos contra idosos em 2016 através do “Disque 100”, canal que o governo criou para que se façam registros de quaisquer violações de direitos.

De acordo com as estatísticas, 70% são denúncias de negligência; seguido de violência psicológica; abuso econômico e financeiro; maus tratos e violência física.

O caminho a seguir

Enquanto as políticas públicas pouco conseguem fazer devido a sutilidade dos casos, precisamos redobrar esforços no sentido de nos tornar uma rede de proteção social, a fim de detectar casos e fazer a devida denúncia.

Sinais como machucados, fraturas, falhas no cabelo, problemas de saúde sem explicação, desnutrição, medo excessivo, etc. precisam ser considerados como possíveis consequências de abuso e averiguados adequadamente.

Por vezes, a pessoa agredida não consegue fazer nenhum tipo de reclamação, por diversos fatores de coação.

Todos precisamos nos engajar, a fim de tornar visível o sofrimento destas pessoas em situação de fragilidade e fazer parar a ação de abuso, para que eles possam viver em paz.