Dá pra namorar na terceira Idade?

Dá pra namorar na terceira Idade?

Temos a tendência de relacionar alguns tipos de atividades a etapas especificas da vida.

Dessa forma as brincadeiras ficariam restritas à infância, a alegria só cairia bem à adolescência e a maternidade/paternidade só teria espaço no início da fase adulta. Ledo engano!

Embora certos tipos de coisas aconteçam em geral, em determinadas épocas da vida, a complexidade humana numa sociedade em constante transformação como a nossa, exige que permitamos todo tipo de combinações que nossa genética permitir, pois só assim, nos livrando dos estereótipos, estaremos prontos para deixar nossa melhor contribuição e extrair a maior porção de felicidade nessa vida.

Parece que jovens tem que conhecer pessoas, namorar e aproveitar a vida enquanto os mais velhos precisam se contentar com a cadeira de balanço e no máximo poder cuidar dos netos, se der sorte…

Já pensou se pudéssemos reunir as emoções da adolescência a toda bagagem de experiências vividas até hoje?

Pois nós podemos!

E o amor na velhice vai além do sexo! Ultrapassa questões corporais e a própria idade biológica, transformando-se em uma história! Um amor tardio é, portanto, altamente benéfico e pode nos proporcionar um turbilhão de emoções, talvez maior que as da adolescência!

A paixão na maturidade tem novos temperos! Aqueles que fomos cultivando através da vida e que podemos usar pra dar mais sabor. Já aprendemos que o outro é diferente de nós! As cobranças imaturas e expectativas ilusórias não tem mais espaço! Hoje preservamos melhor nossas preferências pessoais, diminuindo as interferências em nossas decisões e as invasões além da conta.

Permitamo-nos o amor!

Existem emoções maravilhosas no contato com nossos netos e em todas as outras coisas que orbitam a expectativa das pessoas para com os idosos da família, mas não há nada de errado em trilhar um caminho inesperado que pode se apresentar como mais uma etapa muito doce nessa vida!