Fazer o que gosta ou gostar do que faz?

Fazer o que gosta ou gostar do que faz?

Existem alguns ditados populares que devem ser analisados de maneira especial. Muito do que se fala com naturalidade e até sem pensar, diz bastante do que há dentro de nós à respeito de como olhamos a vida.
de maneira geral, as pessoas pensam que se deve trabalhar a vida toda, enfrentando sem reclamar todos os sacrifícios necessários que surgirem, para poder desfrutar da vida quando chegarmos na aposentadoria.
Logo de saída já se percebe a falta de nexo explicitamente apresentado em tal afirmação. Quem tem total certeza que estaremos vivos daqui alguns anos? Quem pode garantir que estaremos aqui, se quer amanhã pela manhã?
Bem, digamos que tenhamos a oportunidade de viver a ponto de poder experimentar a conclusão deste projeto improvável: atravessaremos a vida por décadas de infelicidade para tentar um pouco de alegria nos últimos minutos do segundo tempo? Creio que este seja outro projeto insano.

O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente. João 10:10

Quando Jesus disse essa frase, ele estava se referindo a algo maior do que se podia compreender pelas pessoas que o rodeavam. Ele estava explicando que um determinado “ladrão” tentaria nos roubar a vida, mas que ela tinha nos sido dada com o potencial de ser vivida planamente, abundantemente.
Como imaginar uma vida com abundância se estivermos amarrados a um projeto de vida que elimina todo tipo de felicidade, deixando para um improvável fim, qualquer ideia de alegria?

Creio que uma boa equação entre fazer o que gosta para viver e aprender a encontrar alegria e significado para o que fazemos diariamente pode ser a saída que nos ajudará a fazer nossos dias mais leves, dando a oportunidade de contribuir com as pessoas que convivem conosco, pois não haverá um senso de morte sacrificial nos meandros de nossas ações.