Até quando devo sustentar meu filho adulto?

Até quando devo sustentar meu filho adulto?

Um filho é a coisa mais importante da nossa vida. Tendo sido ele planejado ou não, vindo à hora certa ou não, gerado por nós ou não, se tornou a principal causa das nossas vidas desde que chegou aos nossos braços.

Independentemente dos traços de personalidade ou humor, nós, os pais, somos de maneira geral bastante compreensivos com a maneira como se comportam nossos filhos. Tenham eles um temperamento dócil ou agressivo, modos educados ou grosseiros, já estamos acostumados, pois muitas vezes vemos que eles refletem nossas próprias características. Mas por quanto tempo será saudável que eles fiquem debaixo dos nossos tetos, usufruindo de todas as comodidades e sob nossa responsabilidade?

Dependência financeira

 Pais que não sustentam filhos enquanto crianças e adolescentes são severamente criticados pela sociedade, sendo inclusive enquadrados como criminosos se não arcarem com os cuidados de menores incapazes. Mas e depois que eles se tornam maiores de idade, adultos formados, e ainda insistem em permanecer sob nossos cuidados?

Muitas vezes, a título de planejamento para o futuro deles, permitimos que continuem dentro de casa por mais tempo, para que se preparem melhor para a vida. O problema é que muitas vezes eles acabam não se preparando pra vida, exatamente por este motivo. Por não saírem de casa.

Uma das melhores maneiras de preparar o filho pra vida é ensiná-lo a arcar com as próprias despesas.

Dependência emocional

Pela tendência que temos de continuar com uma atitude de ensino para com eles, acabamos por permitir atitudes infantis, como se fôssemos eternos professores. Eles então acabam se comportando para conosco de uma maneira como não fazem perto de mais ninguém. Essa dependência emocional pode acabar os tornando pessoas egoístas e mimadas, com uma expectativa inconsciente de que todos aceitem e compreendam o que eles querem, da maneira como querem, assim como nós fazemos, licenciando atitudes inadequadas. Um bom exemplo é o da criança com poucos anos de vida, que aprende a ter uma atitude social equilibrada apenas quando começa a ir pra escola.

Pois bem, uma das melhores maneiras de preparar a vida emocional do filho é permitir que ele assuma o próprio controle emocional.

 Atitudes práticas para com o filho adulto que mora comigo

1 – Deixe claro que a casa é sua e de seu cônjuge.

Além de exigir que ele participe das despesas do sustento da casa como pagamentos de consumo de energia, água, aluguel, alimentação, etc. Deixe bem claro que ele é alguém que está de passagem. Isso não será recebido como um convite pra se mudar, apenas será a indicação de que vocês sabem que a ordem natural da vida é que ele vá embora e que isso fará muito bem a ele.

De forma prática, o quarto dele não pode se transformar num motel e nem sua sala um receptivo para os seus amigos, a não ser que queiramos participar da festa.

2 – Conversem sempre sobre os planos do seu filho para o futuro

Se estamos na posição de apoiadores para um plano de futuro, temos o direito de saber quais são estes planos, quando eles vão acontecer e dizer se concordamos ou não, como qualquer patrocinador. Permitir que a vida se desenrole sem expectativas será destruidor para a vida deles.