Aprendendo a nos despedir

Aprendendo a nos despedir

A vida é feita de chegadas e partidas, já disse o poeta. Constantemente experimentamos esse sentimento ambíguo, por vezes dolorido e devastador.
Rumos incalculáveis são traçados a cada momento, ao sabor de decisões pensadas ou não, que nos remetem a iniciar coisas novas. Empregos, moradas, relacionamentos, etc. Infinitas possibilidades se descortinam continuamente diante de nossos olhos onde, mesmo os mais precavidos acabam se dobrando ao abraçar novos projetos, que demandam o desvencilhar de outros.

Tipos de despedida

As despedidas estão em todos os lugares. Muito além dos saguões de rodoviárias e aeroportos, elas podem ser experimentadas de todas as formas.
Um novo estilo de vida tem que abrir mão do velho; uma nova escola precisa se despedir da antiga; outro desafio de trabalho exige distância do primeiro; a nova relação amorosa deve abandonar a que passou. E mesmo diante da lista enorme de benefícios que serão conquistados no novo, o que fica pra trás sempre tem algo que nos faz sofrer por termos que abandonar. Nem que seja só uma coisa, umazinha só. Sempre há algo que nos faz titubear, por instantes… aquela dorzinha que nos faz suspirar!

Seria indecisão?

Não! Isso não é indecisão! Essas engolidas à seco precisam ser melhor entendidas. Elas são verdadeiras declarações de agradecimento. Gratidão à vida! Celebração expressada num relance, numa pequena porção de segundo. Obrigado minha vida! Obrigado por todas as coisas que experimentamos naquele formato! Obrigado pelos ensinamentos, tanto do que devemos ou nunca mais deveríamos fazer… Obrigado pelo pedaço de mim que deixo pra trás, digital encravada em pessoas, coisas e instituições pelas quais passei e por mim passaram! Linda forma de eternizar-se!
Mas principalmente obrigado pelo que está por vir! Oportunidade nova que me faz moço novamente, renova minhas forças e esperanças, levando-me a concluir que indubitavelmente vale a pena começar de novo!