O Propósito da Nossa Vida

O Propósito da Nossa Vida

O Homem foi criado por Deus como um ser totalmente dependente dele para tudo, no que se refere a ter vida física, mental ou espiritual.

Daí ter dito Jesus que o homem viverá tanto do pão (alimento) material quanto da palavra que procede da boca de Deus.
Isto quer significar que morrerá se deixar de se alimentar, ingerir líquidos, ou respirar o ar em condições apropriadas para ele, quer física ou quimicamente, ou seja, ele terá que se prover daquilo que Deus lhe preparou e que não seja danoso para ele por ser tóxico ou corrosivo.

Por isso deve ter discernimento e domínio próprio e sobriedade para fazer escolhas acertadas quanto ao que deve ingerir ou respirar, uma vez que foi colocado em condições de prova, pelo próprio Deus, para fazê-las. Não se encontra num mundo em que tudo é saudável e bom para ele. Terá que se esforçar para obter as coisas que são necessárias para a manutenção da sua vida física, e isto se aplica também às escolhas que deve fazer para ter saúde em sua alma e espírito, de forma que possa crescer de modo saudável e adequado, conforme planejado por Deus para ele, sem se intoxicar e ser destruído por aquelas coisas e atitudes que conduzem à morte.

Assim, para que possa ter a vida plena que Deus planejou para ele, homem deve não apenas se sujeitar ao que Deus tem ordenado para ele, como também se esforçar para aplicar tais ordenanças à sua vida, pois o se afastar delas significa morte para ele, e a aplicação significa vida.

Este é então o quadro colocado diante de nós, expressado nas palavras de Deuteronômio 30.14-18:

 “Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires. Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas a possuir.

Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres.”

Como não nos é possível sempre fazer as escolhas acertadas e aplicar de modo perfeito o plano de Deus em nossas vidas, precisamos portanto do evangelho de Cristo, por meio do qual achamos perdão e justificação para nós e nossas faltas. Deus será misericordioso para com todos aqueles que buscarem este alvo da perfeição no viver para Ele, ainda que falhem muitas vezes nesta caminhada.

Esta é a verdade integral aplicável ao nosso caso, pois se diz de nós em Romanos 7.14-25:

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.
Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.
Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.
Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.
Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

Por nenhum outra palavra se poderia descrever tão bem qual é a nossa real condição diante de nós mesmos e de Deus.
Enquanto estivermos neste mundo, haveremos portanto de lamentar muitas vezes a nossa condição miserável. Fomos colocados num mundo de provas para o qual somos completamente inabilitados por nós mesmos para triunfar conforme o propósito designado por Deus, e por isso dependemos inteiramente da operação da Sua graça e do Seu perdão. Todavia, não é removido de nós o dever que nos foi imposto de vivermos segundo o projeto da nossa criação, a saber, o de sermos santos assim como Deus é santo.

Como isto seria possível sem a interposição do evangelho?

Incontáveis oportunidades nos são dadas por ele para sempre nos levantarmos de nossa ruína física, moral e espiritual, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo.

Veja o caso da vida sexual que todos os seres carregam consigo enquanto estiverem neste mundo – pois no céu seremos assexuados como os anjos – vida sexual esta que não tem apenas o propósito da procriação, mas o de nos tornar íntimos de nosso cônjuge – o sexo programado por Deus é para o casamento de pessoas de gêneros opostos, e segundo as condições ordenadas por Ele na Sua Palavra.

Em áreas de nossas vidas, como por exemplo, a da alimentação, todos conhecem os danos que são produzidos por glutonarias e alimentos tóxicos e corrosivos. Alguém se disporia a ingerir cicuta ou ricina voluntária e prazerosamente?
Pelo mesmo raciocínio, por que deveríamos continuar nos alimentando de ressentimento, ira, inveja, ciúme, orgulho, e de tudo o mais que é oposto ao amor a Deus e ao próximo?

Estas práticas não são nocivas e não matam a vida da alma e do espírito?

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. – Gálatas 5:19-21

Mas ai de nós! Pois como temos dito não há em nós mesmos o poder para vencer o pendor que temos para a prática destas coisas enumeradas.

Todavia, Deus não nos tem deixado desamparados, porque nos tem provido do escape e da solução por meio da obra consumada em nosso favor por nosso Senhor Jesus Cristo.

Rom 7:25 – Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.

É por meio da fé nele, e por um andar no Espírito Santo, que decerto demanda de nós disciplina e diligência, que podemos ter o fruto esperado por Deus, a saber:

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. –  Gálatas 5:22-23

Assim, quanto mais nos despojarmos daquelas coisas que são contrárias a um viver segundo a vontade de Deus, e mais permitirmos ser revestidos pela Sua graça das virtudes que conduzem à piedade e à vida, tanto mais seremos vencedores neste campo de batalha pela vida, pela obtenção e manutenção da vida eterna que nos está sendo proposta na nossa união com Cristo, união esta, a propósito, sem a qual não é possível alcançar o favor da Sua graça e poder.