Dia Internacional da Amizade

Idosas se tornam melhores amigas vivendo em comunidade, leia essa História.

Com mais de 80 anos, Marlene, Daisy e Maria Ignez constituíram laços de amizade ao ingressarem na Cora Residencial Senior 

O Dia Internacional da Amizade, comemorado mundialmente em 30 de julho, é mais uma oportunidade para celebrar as relações que nutrem o ser humano de afeto, atenção, parceria e carinho, vínculos sociais que podem surgir em qualquer ciclo da vida. 

Maria Ignez, 83 anos, Daisy Dotto, 82, e Marlene Quintanilha, 89, são exemplos disso. Moradoras da Cora Residencial Senior, elas se conheceram há quatro anos na instituição de longa permanência para idosos, situada em São Paulo. 

Daisy relembra que sua chegada, em 2018, foi regada de simpatia por uma das pessoas que hoje é considerada amiga inseparável. “Quando cheguei, encontrei a Maria Ignez, que foi peça fundamental na minha vida, porque ela é uma pessoa receptiva, carinhosa e carismática”, revela. 

De lá para cá, o vínculo de amizade se tornou significativo, transformando o trio em melhores amigas. “A gente fala sobre tudo, cinema, teatro, saídas, noticiários, o que vamos fazer no dia. Estamos sempre conversando e contando sobre nossa família, filhos, netos e bisnetos”, conta Maria Ignez. 

As três são consideradas protagonistas no residencial. Participam do coral e não perdem nenhuma das apresentações. Quando há eventos temáticos, como carnaval, São João, estão à caráter e esbanjando animação. Daisy, por exemplo, é quem lidera a organização do bingo semanal e as sessões de cinema da unidade que acontecem todo domingo. 

De acordo com as idosas, o cultivo dessa amizade se baseou no respeito à história, às particularidades e ao espaço de cada uma. Compreensão, tolerância e afeto fizeram com que o elo entre elas se fortalecesse ao longo dos anos. E como toda a amizade verdadeira, o ato de cuidar também faz parte dessa relação. “A gente cuida uma da outra e chama atenção [quando necessário]”, revela Daisy, de forma descontraída.

Apegadas, amorosas e leais, elas não se veem morando distantes. Estão sempre unidas, dividindo a rotina de conversas, refeições e atividades físicas e de lazer. “Eu acho que na minha casa eu estaria sozinha, longe das amigas. Aqui elas estão pertinho”, confidencia Marlene. 

Além da proximidade física e maior interação social, a experiência de viver em comunidade em um residencial especializado em idosos permitiu que elas evoluíssem as próprias percepções e os valores, aprendendo a lidar com a pluralidade e as diferenças com muita harmonia e empatia. 

“Conhecer o seu próximo, viver e respeitá-lo. Na Cora, há essa oportunidade”, afirma Daisy. “Aqui somos uma família e procuramos viver o melhor possível”, complementa Maria Ignez. 

Ter amigos faz bem

A ciência já comprovou que manter laços afetivos é sinônimo de felicidade, saúde mental e longevidade. 

Estudo divulgado esse ano no periódico científico JAMA (Journal of American Medical Association), revelou que o isolamento social e a solidão estão associados ao aumento do risco de incidência de doenças cardíacas entre mulheres idosas. 

Para o gerontólogo da Cora, Lucas de Pontes, as relações de amizade são um dos pilares fundamentais para se ter melhor qualidade de vida. “Durante o processo de envelhecimento, que ocorre desde o momento em que nascemos, podemos construir vínculos com pessoas que vão nos proporcionar momentos de alegria, bem-estar, reflexão e autoconhecimento”, afirma.

Na visão do especialista, à medida que a idade avança, “a tendência é que, com a experiência de vida, saibamos identificar pessoas à nossa volta que nos impactam positivamente, gerando redução de ansiedade, diminuição de risco de apresentar depressão e aumento da afetividade”, conclui. 

Fonte: Cidiana Pellegrin | cidiana.pellegrin@midiaria.com